A segunda resposta mais frequente para a pergunta “Quais são os principais custos com comunicação que você gostaria de reduzir ou eliminar em sua escola?”, foi “Tempo de trabalho de equipe”. E essa preocupação se reflete nos números: em média, 30 horas semanais são gastas pelas escolas apenas encaminhando recados para os pais e outras 23 só para fazer ligações.
Ou seja, são 53 horas de trabalho, muito mais do que a carga semanal completa de um funcionário, apenas para administrar uma comunicação que nem sempre é efetiva. O diagnóstico do retrabalho confirma essa dificuldade: a maioria das escolas (56%) relata ter que refazer as atividades por falta de retorno entre 11 e 30% das vezes. Em 28% das entrevistadas, o desperdício de esforço fica entre 31 e 75%.
Essas médias incluem instituições de pequeno porte. Quando focamos nas escolas com mais de 300 alunos, chegamos a mais de 240 horas semanais ocupadas em tentativas de contatos com os pais em certas instâncias. Ainda que os funcionários que realizassem essa atividade recebessem salário mínimo, o que não é o mais comum, teríamos um custo mensal de pelo menos R$ 44 mil no caso mais grave.